O cientista brasileiro Marcos Pedlowski fala em entrevista ao jornal português “Diário de Notícias” da deflorestação da Amazónia e de como o governo de Jair Bolsonaro quer abrir ainda mais a região às atividades econômicas
Há quase três décadas que Marcos Pedlowski, da Universidade do Norte Fluminense, no Rio de Janeiro, trabalha sobre a Amazónia. Geógrafo e especialista em análise por detecção remota com imagens de satélite, o investigador tem seguido de perto o processo de deflorestação que está ali a ocorrer de forma progressiva e, aparentemente, imparável. Neste momento, diz, 20% da floresta amazónica brasileira já foi destruída. Com o novo governo de Jair Bolsonaro, que pretende abrir novas áreas da extensa região à agricultura, mineração e extração de madeira, o risco é que esse processo acelere, antecipa. Para Marcos Pedlowski, que tem estado nos últimos meses em Portugal, como colaborador do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (CE3C) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), a ciência no Brasil está neste momento sob ataque ideológico por parte do novo governo. Mas, garante, não tenciona baixar os braços quando regressar, em breve, ao seu país. Nesta quinta-feira, numa palestra na FCUL, falou sobre a Amazónia e as nuvens negras que se adensam sobre o seu futuro e o do Brasil. Ao DN falou de todas essas incertezas e de como os cientistas brasileiros vão ter de continuar a fazer ciência de qualidade e a divulgar os seus estudos, para poderem defender os recursos naturais e o património comum.
Confira a entrevista na íntegra: Diário de Notícias