5. Expedição pelo Paraopeba vê rio morto após rompimento de barragem - Jornal da Ciência
JC Notícia
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5. Expedição pelo Paraopeba vê rio morto após rompimento de barragem

Rejeito mais denso faz curso d’água parecer ‘chocolate derretido’, compara pesquisadora; índice de turbidez é alto

A cerca de 40 km abaixo do ponto em que a onda de rejeitos da barragem da Vale encontrou o Rio Paraopeba, uma pequena nascente, limpa, tenta se misturar ao rio e seguir seu curso. Em vão. O rio virou um tijolo líquido. Parece chocolate derretido.

A comparação é de Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Água, da SOS Mata Atlântica, que lidera uma expedição iniciada nesta quinta-feira, 31, para monitorar a qualidade da água do rio após o rompimento da barragem e trazer algumas pistas sobre os impactos ambientais do desastre.

Ali, porém, não há indicador de qualidade nenhum a ser medido. A turbidez é tão alta e densa que tirou todo o oxigênio – o principal indicador de vida. Não é possível checar quantidades de nitrato, fosfato ou quaisquer outros parâmetros porque a água virou uma lama só. “A única coisa que podemos dizer aqui é que esse rio está morto”, afirma a pesquisadora.

O plano da expedição, acompanhada pelo Estado, é coletar água em vários locais a partir do marco zero, onde o rio foi contaminado, e checar as condições dele ao longo de seu curso em direção ao Rio São Francisco, por 356 km. A expedição tem previsão de seguir até a hidrelétrica de Três Marias, já no São Francisco.

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