4. Emílio Goeldi, o segundo maior museu de história natural do Brasil, pode fechar no Pará - Jornal da Ciência
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4. Emílio Goeldi, o segundo maior museu de história natural do Brasil, pode fechar no Pará

Prestes a completar em outubro 151 anos, a instituição sofre com corte de funcionários e de recursos para pesquisas

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) cortou 44% do orçamento anual, que era de R$ 12 milhões, do Museu Paraense Emílio Goeldi, que completará no dia 6 de outubro 151 anos de atividade na Amazônia. Sem recursos, a direção da instituição anunciou que a saída é encerrar as atividades, inclusive de duas bases, o Parque Zoobotânico e a Estação Científica Ferreira Penna. A população, os pesquisadores e os políticos se mobilizaram em manifestações contra a medida do governo federal. Foi criado o movimento SOS Museu Goeldi.

Até o presidente da República, Michel Temer, fez um comentário em sua rede social sinalizando com uma ajuda: “acabei de saber que falam do fechamento do Museu Emílio Goeldi. Isso é inadmissível. Vamos garantir recursos para o custeio do museu em Belém”, escreveu ele em sua página no Twitter, no dia 2 de setembro. Mas nada mudou até o momento.

Em entrevista coletiva na última segunda-feira (4), o diretor do Museu Emílio Goeldi Nilson Gabas disse que, apesar da mobilização e declarações de apoio, “não tinha recebido nada que evitasse o fechamento do Museu Goeldi”.

Segundo ele, até o momento o corte de recurso continua e restará R$ 7,2 milhões no orçamento, valor com o qual é impossível garantir o básico para a manutenção do local, como o pagamento das contas de energia, água, vigilância, limpeza e alimentação dos animais do Parque Zoobotânico. “Fazemos tudo com o recurso mínimo de R$ 12 milhões. Para funcionar de maneira efetiva precisaríamos do dobro”, disse ele, destacando: “Sofremos reduções [de orçamento] gradativas desde 2015, mas essa de 44% inviabiliza totalmente as nossas atividades, e caso não seja revertida, a única solução é fechar as portas”, afirmou o diretor Nilson Gabas.

Leia na íntegra: Amazônia Real

 

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