No Centro de Biotecnologia da UFRGS, as dificuldades vão da escassez de recursos para compra de reagentes químicos e enzimas até para o conserto de equipamentos estragados. “Estamos nos esforçando, buscando convênios, para que as pesquisas não parem”, relata o professor Giancarlo Pasquali, diretor do centro de pesquisa
Debruçados por mais de 20 anos no desenvolvimento de uma vacina contra o carrapato bovino, um dos principais problemas da pecuária brasileira, um grupo de pesquisa do Centro de Biotecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) chegou à fase derradeira do projeto: os testes de viabilidade comercial. Justamente agora, os pesquisadores não estão conseguindo fazer os experimentos a campo. Faltam recursos públicos.
– Foram 25 anos de trabalho para chegarmos a um produto, único no mundo – diz Itabajara Vaz, professor do Laboratório de Imunologia Aplicada à Sanidade Animal da UFRGS.
A única vacina contra a praga disponível no mercado hoje é fabricada em Cuba e não é adaptada à realidade brasileira, explica o professor. A substância desenvolvida no Rio Grande do Sul poderá ter impacto na produção pecuária da África, da Austrália e da América do Sul – com climas tropicais semelhantes ao do Brasil.
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