Falha no sistema de monitoramento e alerta é causa do elevado número de mortes no desastre de Brumadinho
A alta mortandade do desastre em Brumadinho (MG) resultou de erros no monitoramento da Barragem I da mina do Córrego do Feijão, que rompeu na última sexta-feira (25), segundo Fábio Augusto Reis, professor do Departamento de Geologia Aplicada do campus de Rio Claro da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Presidente da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo). Suas afirmações se contrapõem à alegação do presidente da Vale do Rio Doce, Fabio Schvartsman, em entrevista coletiva no sábado (26), de que o rompimento teria sido rápido demais para permitir o acionamento do alarme sonoro de alerta para os funcionários da empresa e a população da cidade.
De acordo com Reis, as tecnologias de monitoramento preditivo da instalação são capazes de detectar anomalias e riscos em barragens meses antes de rupturas em suas estruturas. A categoria de risco alto, que indica início do processo de rompimento, quando as sirenes devem ser acionadas, pode durar horas ou dias até o colapso, segundo o professor.
Leia na íntegra: Direto da Ciência