Levantamento da UFMG mostrou como conflitos fundiários e ações de grileiros contribuíram para avanço de incêndios em unidades de conservação na Amazônia e no Cerrado
Apesar dos incêndios recorrentes na estação seca dos biomas, o governo federal gasta apenas 6% de sua verba destinada a controle de fogo em unidades de conservação em políticas preventivas. A imensa maioria dos recursos — 94% — saem do caixa apenas quando as queimadas já começaram.
O estudo inédito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) analisou o número de brigadistas e o orçamento para incêndios florestais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) entre 2012 e 2016 — último período em que os dados necessários à modelagem estavam disponíveis para os pesquisadores. O levantamento considerou a situação da Amazônia e do Cerrado.
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