16. A Amazônia se aproxima do ponto de ruptura, diz Carlos Nobre - Jornal da Ciência
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16. A Amazônia se aproxima do ponto de ruptura, diz Carlos Nobre

Em entrevista à revista National Geographic, o climatologista reflete sobre os desafios de preservação da floresta e a necessidade de uma agropecuária de carbono neutro

Polêmicas em relação ao meio ambiente marcaram a campanha, a transição e o início do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Apoiado pela Frente Parlamentar da Agropecuária, o capitão reformado do Exército questionou os compromissos estabelecidos pelo Acordo de Paris e alinhou-se a um discurso negacionista reforçado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O argumento é de preservar a “soberania nacional”, ao mesmo tempo em que se atribui um “viés ideológico” a instituições ambientais independentes, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Além, é claro, da desistência de sediar a Conferência do Clima da ONU em 2019, a COP-25.

Após ser indicado para ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles declarou que o aquecimento global é uma questão secundária. Em 19 de dezembro de 2018, a Justiça de São Paulo condenou Salles por improbidade administrativa, acusado pelo Ministério Público de fraudar o Plano de Manejo de Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, quando era secretário do Meio Ambiente do estado. Já o novo chanceler Ernesto Araújo acredita que os estudos e a política em relação às mudanças climáticas são influenciados por um “marxismo cultural”.

Leia a entrevista na íntegra: National Geographic