15. Assim o Brasil vai matando mais um rio - Jornal da Ciência
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15. Assim o Brasil vai matando mais um rio

O rompimento da barragem em Brumadinho tornou o Paraopeba um rio tóxico por mais de 300 km. Nova análise mostra que em alguns pontos, de tão degradado, nem bactérias sobrevivem. Danos podem chegar ao São Francisco

Um pouco mais de 200 quilômetros depois de brotar de suas nascentes, o Paraopeba se transformou num rio tóxico. Ferro, cobre, manganês e cromo são encontrados na água numa concentração muito maior do que a lei permite – e do que a saúde humana tolera.

A conclusão vem após uma série de análises de laboratório feitas a pedido da Fundação SOS Mata Atlântica, ONG que organizou uma expedição com pesquisadores pela área afetada com rejeitos da barragem da Vale em Brumadinho, tragédia ocorrida há um mês.

De tão preocupantes, alguns resultados surpreenderam a equipe. “Nos primeiros trechos onde fizemos coleta de água, o rio estava tão morto, tão degradado, que nem bactérias sobreviveram. Isso não aconteceu nem no rio Doce”, afirma Malu Ribeiro, especialista em Recursos Hídricos da fundação.

Em 2015, o rio Doce recebeu uma grande carga dos 55 milhões de metros cúbicos de rejeitos que vazaram da barragem de Fundão, em Mariana, da mineradora Samarco, Vale e BHP Billiton. Três anos e dois meses depois, foi a vez de o rio Paraopeba ser impactado por uma catástrofe semelhante, ao receber parte dos 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Ambas as bacias hidrográficas nascem no estado de Minas Gerais e abastecem populações em grandes cidades.

Leia na íntegra: Deutsche Welle Brasil

 

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